Lógica do Afecto, A

14.90 13.41 -10%

Ano: 2012
Nº Páginas: 247
Peso: 0.360 Kg
Dimensões: 150x230 mm
ISBN: 9789725613399
Categoria(s) Sociologia , Gestão de Empresas
Disponibilidade: Em Stock
Adicionar ao Carrinho

O que significa trabalho em Moçambique? E empresa? E o que é um bom líder? E como é que se representam mutuamente portugueses e moçambicanos?
Este livro propõe-se precisamente como um dicionário contextualizado de significados associados ao trabalho e às relações que se estabelecem no meio laboral e destina-se tanto a estudiosos da gestão, como aos profissionais que vivem e trabalham em África, sejam ou não seus naturais, ou mesmo em qualquer outro ponto do mundo, pois o tema fundamental de que aqui se trata é de gestão da diversidade no mundo global, compreendendo e apreciando a heterogeneidade.
Moçambique surge como terreno de pesquisa, mas o alcance da análise é muito mais vasto, pois constitui-se como auxiliar imprescindível para o gestor internacional em qualquer tipo de organização.
Pode-se por isso considerar que comporta pelo menos dois tipos diferentes de leitura, a da análise e da controvérsia conceptual e a da exposição viva, em discurso directo, de termos e vivências de quem gere e trabalha nas empresas portuguesas em Moçambique.
«Ao almoço, o meu informante conta-me uma interessante história que se passou hoje de manhã lá no Banco A. O governador do Banco A recebeu uma delegação de reformados do actual Banco C, que resulta de uma cisão do Banco A. Ou seja, reformados do Banco C que já foram trabalhadores do Banco A. O pretexto é agradecer pelas reformas que recebem, mas cedo se torna patente que não é esse o móbil da visita. O meu informante conta que o porta-voz do grupo diz que o Banco A é o pai deles, mas que tem voltado as costas à própria filha e qual é o pai que volta costas à filha por mais ingrata que ela seja? O governador respondeu então que o Banco A e o Banco C não têm entre si uma relação de pai e filha, mas de irmãs gémeas e ele, como governador do Banco A é um cunhado, pelo que a irmã gémea Banco C não pode dirigir-se ao marido da irmã Banco A para resolver o seu problema, pois esta última ficaria legitimamente aborrecida.
Perante isto, a delegação contestatária concordou e retirou-se.
Talvez o meu livro se venha a chamar assim — A parábola da família ou a A lógica da protecção.
Afinal, chamou-se a lógica do afecto, mas o significado é basicamente o mesmo….»